Aguarde...
26 de Maio de 2026
Foto: Magnific
Febre alta, dor persistente no peito, um corte profundo ou até sintomas gripais leves. Em meio à preocupação e à pressa por atendimento, muitas pessoas ainda têm dificuldade para diferenciar o que é uma situação grave e o que pode ser resolvido em unidades básicas de saúde, consultas ambulatoriais ou com medidas iniciais em casa. O resultado é uma sobrecarga nos serviços de urgência, impactando no fluxo dos atendimentos.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, as UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) da cidade realizam, em média, cerca de 100 mil atendimentos por mês, um volume que evidencia a importância do uso consciente da rede de urgência e emergência e do direcionamento adequado dos pacientes conforme a gravidade de cada caso.
Para o médico Bruno Caldas, coordenador da CER Ilha, unidade de emergência do Hospital Municipal Evandro Freire, no Rio de Janeiro, entender como funciona a rede de atenção à saúde é fundamental para garantir o uso adequado dos serviços, além de um cuidado mais rápido, eficiente e seguro à população.
O que caracteriza uma emergência médica
As emergências são situações com risco iminente de morte ou comprometimento grave de órgãos e funções vitais, que demandam uma assistência imediata.
Entre os principais sinais de alerta estão dor intensa no peito, dificuldade para respirar, perda de consciência, convulsões, sinais de AVC, hemorragias importantes, acidentes graves, queimaduras extensas e traumas com suspeita de fratura ou lesão interna.
“Quando existe risco à vida ou possibilidade de agravamento rápido do quadro, o ideal é buscar imediatamente uma unidade de emergência ou acionar o serviço móvel”, orienta Bruno Caldas.
O médico lembra ainda que sintomas neurológicos súbitos merecem atenção especial. Fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, alteração visual repentina e confusão mental podem indicar um acidente vascular cerebral, condição em que o tempo de espera faz diferença direta no prognóstico do paciente.
Nem todo desconforto precisa de pronto-atendimento
Apesar da importância desses serviços, muitos casos podem ser resolvidos em consultas eletivas, clínicas da família ou unidades básicas de saúde (UBS).
Quadros leves de gripe, dores crônicas já conhecidas, renovação de receitas, sintomas sem sinais de gravidade, pequenas alergias, dores musculares e febre baixa sem outros sintomas importantes geralmente podem ser avaliados em outros pontos da rede de saúde.
“O pronto-atendimento deve ser utilizado de forma consciente. Isso não significa minimizar a dor ou o desconforto das pessoas, mas entender qual é o local mais adequado para cada necessidade”, afirma o especialista.
“Quando os casos são direcionados adequadamente, conseguimos oferecer um suporte mais rápido para quem realmente está em situação crítica e um acompanhamento mais completo para quem precisa de cuidados contínuos”, orienta.
A classificação de risco prioriza gravidade, não ordem de chegada
Uma das principais dúvidas da população é sobre o tempo de espera no atendimento. O coordenador explica que esta etapa segue protocolos de classificação de risco, em que pacientes mais graves são priorizados independentemente da ordem de chegada.
“Duas pessoas podem chegar ao mesmo tempo à unidade e serem atendidas em momentos diferentes porque uma delas apresenta maior risco clínico. Esse sistema existe justamente para salvar vidas”, esclarece.
Por isso, sintomas aparentemente simples também devem ser observados dentro do contexto geral do paciente. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas podem exigir avaliação mais rápida dependendo do quadro apresentado.
Informação também salva vidas
Para o médico, orientar a população sobre o funcionamento da rede de saúde é uma forma importante de cuidado coletivo. Além de evitar superlotação, a informação ajuda as pessoas a reconhecerem sinais de gravidade e procurarem ajuda no momento certo.
“Buscar o serviço adequado não significa deixar de cuidar da saúde. Pelo contrário. Significa utilizar os recursos disponíveis de forma mais eficiente para que todos tenham acesso ao atendimento quando realmente precisam”, conclui o Dr. Bruno Caldas.
Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento
SEDE CEJAM
Av. da Liberdade, 765, Liberdade,
São Paulo, 01503-001
(11) 3469 - 1818
INSTITUTO CEJAM
Av. da Liberdade, 765, Liberdade,
São Paulo, 01503-001
(11) 3469 - 1818
O CEJAM
Onde Atuamos
Fale com a Gente
Acesso Rápido
CONTATO
11 3469-1818
Segunda à Sexta - 08 às 17 hs
Acesse aqui nossas redes sociais
Revista Tecnico-Cientifica CEJAM Selo Diamante de Ciência Aberta
Diretório Migulim Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT
Selo de Afiliado
Associação Brasileira de Editores Científicos - ABEC Brasil
Grupos de pesquisa certificados pelo Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil Lattes CNPq
© 2026 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Prevenir é viver com qualidade!
© 2026
Prevenir é viver com qualidade!
Escolha uma opção...
Voltar...