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02 de Fevereiro de 2026
Foto: Freepik.
A prematuridade permanece como uma das principais causas de complicações e mortalidade neonatal no Brasil, o que reforça a importância do início precoce do pré-natal e da atenção contínua às gestantes. Embora diversos fatores possam antecipar o trabalho de parto, muitos deles são identificáveis e tratáveis ainda nas primeiras semanas de acompanhamento. Dados recentes da Fiocruz indicam prevalência média de 11,5% de nascimentos antes das 37 semanas, no Brasil, índice superior à média global estimada em 10%.
Segundo a Dra. Gabriela Oliani, ginecologista da Santa Casa de São Roque, gerenciada pelo CEJAM em parceria com a prefeitura local, boa parte dos fatores que levam ao parto prematuro pode ser identificada no pré-natal. “Infecções, hipertensão, diabetes gestacional e alterações uterinas aparecem com frequência e, quando tratadas a tempo, reduzem muito o risco de uma gestação terminar antes da hora.”
Ela ressalta que hábitos como tabagismo e uso de álcool ou drogas também aumentam as chances de prematuridade, especialmente em mulheres com histórico de parto antecipado. “Quando conseguimos mapear a causa, conseguimos intervir. Muitas vezes, a prevenção depende apenas de acompanhamento próximo e orientação adequada.”
A especialista enfatiza que o pré-natal é essencial para detectar alterações de forma precoce. As consultas permitem monitorar o crescimento fetal, avaliar sinais de sofrimento e ajustar medicações. A recomendação é que a gestante procure atendimento imediato se notar contrações antes das 37 semanas, perda de líquido vaginal, sangramento ou diminuição dos movimentos do bebê, sinais que demandam avaliação sem demora.
Quando o parto ocorre prematuramente, os recém-nascidos enfrentam desafios que exigem cuidados intensivos. Dra. Gabriela explica que os pulmões, o sistema nervoso e o trato digestivo ainda imaturos estão entre os principais pontos de atenção.
“Esses bebês precisam de suporte respiratório, nutrição especializada e monitorização contínua. É um período muito delicado e qualquer instabilidade pode ter consequências importantes.”
Ela lembra que avanços da neonatologia têm ampliado a sobrevida. “Hoje contamos com técnicas de mínima intervenção, cateteres de inserção percutânea e protocolos que reduzem complicações. O cuidado evoluiu muito e isso se reflete na recuperação dos prematuros.”
Cuidado materno-infantil e organização da rede na Santa Casa de São Roque
A Santa Casa de São Roque é uma maternidade de baixa complexidade que atende São Roque e municípios da microrregião. “Estruturamos um leito de estabilização neonatal equipado para receber prematuros nascidos aqui e estabilizar bebês que apresentem algum agravo antes da transferência para unidades terciárias quando necessário”, afirma a diretora da unidade, Carolina Kullack.
Segundo dados do Comitê Estadual de Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal (CEVMMIF), a mortalidade infantil na região apresentou queda expressiva, passando de 13% para 2,2% nos últimos anos, chegando a índice zero na instituição em 2025. A maternidade e o pronto-socorro ginecológico atuam de forma integrada com a Secretaria Municipal de Saúde, oferecendo atendimento de emergência, diagnósticos rápidos e encaminhamentos para o pré-natal de rotina ou de alto risco, além de ações de orientação e prevenção. Antes da alta, a unidade agenda consultas de seguimento para garantir continuidade do cuidado.
Esse trabalho também se reflete no volume de atendimentos obstétricos realizados pela instituição. No último ano, a Santa Casa de São Roque contabilizou 1.068 partos, sendo 509 normais e 559 cesáreas, números que reforçam a relevância da unidade como referência regional no cuidado materno-infantil.
Para Carolina, a colaboração com a Secretaria Municipal de Saúde tem sido fundamental. “Trabalhamos em conjunto para orientar as gestantes e garantir que cada uma tenha o acompanhamento indicado para o seu perfil de risco.”
Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento
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